Imagem capa - Eu adoro uma festa de aniversário! por Micheli Ribas
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Eu adoro uma festa de aniversário!

Eu adoro uma festa de aniversário!

Na minha infância meu pai sempre fazia questão que todos os anos tivéssemos bolo nesta data. Ele dizia que era a chance de reunir a família.


Perdi minha mãe aos três anos de idade. Não tenho lembranças dela na minha memória. Em compensação, tenho algo precioso: meu álbum de bebê, onde além de algumas fotos traz anotadinho todas as minhas evoluções e peripércias. Mas isso é assunto para outro post. 


Outra coisa preciosa que tenho dela é meu álbum de aniversário de dois anos. Aquelas fotos 10X15 amareladas com o tempo, escuras devido aos equipamentos limitados da época, trazem pra mim o que eram as festas daquele início dos anos oitenta, os familiares, mas, pra mim algo ainda mais legal: a decoração.


Como assim, Mi, vai dizer que a decoração é o mais importante de uma festa?


Sim e não!


Naquele caso específico, como fui saber anos depois pela minha madrinha, aquela decoração foi toda feita pela minha mãe. Dá para ver a turma da Mônica lá desenhada à mão. Vai dizer que essa lembrança não vale ouro?


Não fosse esse registro eu nunca iria saber. Claro que é chover no molhado dizer que a fotografia de família é fundamental nessas horas...


Quando minha filha faria um aninho, não tivemos grana para fazer um festão da forma como que está na moda. Quando ela nasceu eu tinha um estúdio voltado para a fotografia de casamentos, mas o trabalho do marido nos levou para outra cidade quando ela fez três meses. Aos poucos fui parando de pegar contratos novos de casamento e por algum tempo eu me dediquei a cuidar dela, acompanhar todas as fases e editar os álbuns dos casais, até entregar tudo.


No interior do estado, no dia do aniversário dela, fizemos um bolo simples em casa para os primeiros amigos que tínhamos feito na cidade e, assim, não passar em branco.


No outro fim de semana viemos comemorar com a família em Curitiba. Tivemos ajuda da família, principalmente da minha tia, que montou, ela mesma, boa parte da decoração com balões, fez gelatina, essas coisas. Eu fiz convite e lembrancinha fotográfica. Algumas pessoas da família se revezaram em servir as pessoas, tudo do jeito que eu gosto, de forma bem caseira. Fizemos em um salão de festas do condomínio da Bisa e chamamos toda a família e alguns amigos nossos, seguindo a tradição do meu pai. Embora a festa tenha sido simples, tivemos oitenta convidados. Fiz questão de contratar uma amiga fotógrafa para registrar tudo, afinal, eu tinha uma bebê e ainda tinha de atender aos convidados. Peguei o DVD e tempos depois diagramei eu mesma e imprimi o álbum - bom, isso fazia parte da minha rotina de trabalho, então era natural eu mesma querer fazer essa arte. Está guardado aqui com muito carinho. E é revisto pela pequena desde sempre.


Tem lá momentos lindos dela, que andou desde dez meses, andando ao lado dos avós, no colo da prima mais velha, da tia criança, ao lado dos primeiros amiguinhos... Tem ela enfiando um quibe babado na boca do pai, que faz cara de nojo, mas comeu... kkkkk! Essa sequencia, não fosse a foto, ela nunca lembraria. Mas conta a todos os amigos sempre que o assunto quando ela era bebê vem à tona. Nesse álbum também tem as fotos do bolinho feito em Paranavaí, onde moramos por quatro anos e meio. Momentos felizes... Eu nunca senti que poderia ter sido melhor ou diferente. O principal estava lá: as pessoas que amamos! É o mais importante, sempre.


Isso não é uma crítica a quem faz grandes festas! Ao contrário. Apenas um relato da minha experiência. E um alento a quem não pode, mas acha que deve fazer muito além disso.


Eu só entendi como eram grandiosas as festa de um aninho de hoje em dia quando troquei o trabalho com as fotos de casamento pelas fotos de criança. Claro que se tem condições de fazer em um local mais caro, com muitos mais detalhes e etc, tem mais é que fazer. Há vários tipos de festas, não acredito em regras.


Acredito que o que não dá é para abrir mão de duas coisas numa festa: o registro (foto é documento histórico, seja profissional ou não), as pessoas queridas e a diversão.


Nos próximos posts vou contar muito mais experiências que eu vivi fazendo as festas da minha filha (comecei aos dois anos dela a fazer eu mesma as festinhas com as minha próprias mãos). E também minha experiência de fotógrafa de grandes e pequenas festas, dicas e tudo o mais. 


Em outros posts o assunto será as brincadeiras com as crianças, dicas de leituras, enfim, sobre algo que eu amo conversar: a maternidade. Acompanhe! E depois divida a sua experiência com a gente nos comentários.


Até a próxima!

Com carinho, Micheli